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Viajar. Só de pensar os olhos já brilham e a mente se transporta para outro lugar.

Se voluntariar numa causa. Fazer a diferença, dar sem esperar nada em troca e acabar recebendo muito mais: experiência, aprendizado, gratidão, amor. Clichê? Muito. Mas todo clichê tem uma razão de ser...

Juntar o trabalho voluntário ao desejo de conhecer lugares novos parece o melhor dos mundos, e de fato é. O voluntariado te permite conhecer uma cultura nova mais a fundo, não como turista e sim como parte integrante de uma comunidade – seja por uma semana ou um mês.

A minha experiência como voluntária começou ainda no Rio, numa ONG que cuida de cães e gatos abandonados chamada Focinhos de Luz. Desde pequena tive uma relação de carinho com animais e foi muito gratificante poder trabalhar lá. Meses depois de ter começado esse trabalho tive a oportunidade de ir para a África do Sul por 1 mês para voluntariar numa reserva natural privada – uma das experiências mais incríveis que já tive.

O dia-a-dia era intenso: começávamos às 7h e terminávamos por volta das 16h. A programação incluía tours de jipe pela reserva para fazer a contagem de animais; alimentar os leões do centro de reabilitação; capinar as áreas próximas as cercas; fazer trilhas pela reserva; cortar árvores e levar almoço para as crianças de uma escola carente próxima uma vez na semana. Tudo isso aliado à paisagens surreais, dignas de filme, e alguns bônus: acordar com o rugido dos leões, dormir com o barulho dos macacos, observar os céus estrelados mais lindos que já pude ver – assim como os pores do sol. Todo dia era como se fosse a primeira vez, impossível não se extasiar com tudo em volta, mesmo já passados alguns dias.

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Infelizmente durante as quatro semanas apenas uma vez fomos à escola, dado que era período de férias das crianças, mas foi o suficiente para sentir a diferença que aquilo fazia na vida delas – e também nas nossas. Sentir o carinho, a gratidão e a importância daquele momento foi transformador, foi como se sentir um pouco mais humano.

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Mas sem dúvidas o ponto alto de todos os dias era o contato próximo com os animais, como se estivéssemos num programa do National Geographic. Poder observar a natureza de tão perto, se sentir parte, e começar a entender e respeitar o que, há pouco tempo atrás, parecia tão distante. Tudo isso é impagável – desculpa, mais um clichê mas alguns são realmente necessários.

E ainda tem quem ache que se voluntariar é dar sem receber...

Manuela Rio Tinto é designer.

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