Entrevistamos um ex-intercambista bem-sucedido para saber como o Intercâmbio pode ter influenciado a sua vida profissional! Confira a entrevista em que ele conta como foi viver em Riverside, na Califórnia e como voltou com outra visão de mundo!

Leonardo Melo passou dois semestres em Riverside, na Califórnia, na casa de uma família americana e a uma hora da praia, deserto e montanhas. Segundo Leonardo, a família foi super acolhedora e não só o recebeu muito bem como o levou para passear por vários lugares da Califórnia nos fins de semana.

Confira abaixo a entrevista!

  • Hoje em dia, quando você lembra da experiência de Intercâmbio Cultural que teve, você vê que voltou mudado dos Estados Unidos?

No período que eu vivi fora, eu passei a entender muito mais sobre o Brasil, sobre os Estados Unidos e sua cultura, e isso automaticamente mudou a minha visão do mundo, me mostrou melhor onde eu me insiro nisso tudo, e isso faz com que a gente passe a se olhar com outros olhos, sem dúvida nenhuma.

  • Você acha que voltou mais centrado, mais determinado para o futuro?

Com certeza - a minha experiência me ensinou a valorizar o mérito, a importância de ser um bom aluno, o que às vezes, no Brasil, pode ser mal visto (como cdf, nerd), enquanto nos EUA isso era um ativo muito importante, as pessoas valorizavam a disciplina, a determinação. As pessoas viam com bons olhos o fato da pessoa ser aplicada, ser determinada, isso é muito marcante na cultura deles, mas não na nossa.

É uma marca muito característica da cultura americana a questão da competição entre as pessoas, do mérito, de quem é o melhor. O ambiente de competitividade lá é muito saliente e aqui nem sempre é essa a realidade.  

Se você passa um tempo inserido em uma cultura que privilegia o mérito, você acaba absorvendo isso.

  • Você acha que isso pode ter condicionado ou influenciado de alguma forma as suas escolhas quando você voltou?  

O impacto direto que eu vejo que o intercâmbio teve na minha vida foi aprender melhor inglês, lidar com culturas diferentes. Isso, sem dúvida, também influenciou muito a minha carreira no Direito, mas eu só percebi isso uns 10, 12 anos depois do meu retorno do intercâmbio, quando comecei a trabalhar na área de Disputas Internacionais, lidando com profissionais de diversos países. A minha facilidade em lidar com pessoas de diferentes origens e culturas é certamente resultado do intercâmbio, e isso beneficiou bastante a minha vida pessoal e profissional.

Se você me perguntar se o intercâmbio teve algum impacto imediato na minha escolha profissional, eu diria que, conscientemente, não. Mas tudo o que eu aprendi no meu período na Califórnia, no longo prazo, foi determinante para a minha carreira.

  • Hoje em dia você é advogado, tem uma família linda, e imagino que boas perspectivas para o futuro. Será que você pode contar um pouco do seu percurso desde o High School até se estabelecer na sua carreira?

Após o meu retorno dos EUA, prestei vestibular e cursei a Graduação em Direito na PUC-Rio. Assim que me formei, tornei-me advogado em um conceituado escritório de advocacia, onde permaneci por mais de 10 anos. Enquanto lá estive, fiz mestrado em Direito Civil na Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ e um mestrado (L.L.M.) em uma Universidade americana em Washington, DC. Evidentemente, a fluência na língua inglesa (adquirida durante o intercâmbio) e a familiaridade com a cultura americana foram determinantes para  minha decisão de retornar àquele país para mais um ano de estudos.

Posteriormente, tornei-me sócio de outro conceituado escritório de advocacia, e parte substancial de meu tempo é dedicado a disputas internacionais. Hoje em dia sou professor da Pós-Graduação em Direito da PUC-Rio desde 2010, e, em 2015, publiquei um livro em língua inglesa, na minha área de atuação.

Se você me perguntar o que ficou do intercâmbio até hoje, posso dizer que a família americana, com quem eu me correspondo sempre, e a língua inglesa, que foi determinante para o meu futuro profissional, tendo me proporcionado um grande leque de oportunidades.

  • Você teria feito alguma coisa diferente se tivesse a experiência que tem agora?

Olhando para trás, vejo que a experiência do intercâmbio foi muito boa, e o fato de ter ficado com uma família americana e ter mergulhado no inglês foi fundamental para a minha vida profissional. Então, a dica que eu dou para os alunos é ir para um lugar que não tenha muitos brasileiros, e que não tenham medo da imersão nessa experiência, porque só assim é que se adquire fluência em uma língua estrangeira. Olhando para trás, tive a sorte de ter aproveitado bem a oportunidade que me foi proporcionada por meus pais.

  • Como foi o apoio do ICCE antes e durante a viagem?

O ICCE já era conhecido da minha família, porque as minhas irmãs mais velhas já tinham feito intercâmbio com eles. Por isso, eu já tinha uma relação muito próxima com toda a equipe do ICCE e, quando chegou a minha vez de morar nos EUA, fui extremamente bem acolhido e orientado, me deram dicas e me informaram sobre como seria todo o processo.

Toda a equipe do ICCE foi muito amiga e profissional ao mesmo tempo. De todos eles, tenho as melhores recordações possíveis, não tive nenhum problema nem antes nem durante o intercâmbio.

Foi tudo tão bem organizado que, quando outros intercambistas da minha área tinham algum problema, eu tentava ajudar, porque sabia que tinha esse respaldo confiável do ICCE, o que me possibilitou ter uma relação boa com a instituição local. Hoje, como pais de dois filhos, não tenho a menor dúvida de que, no momento oportuno, confiarei ao ICCE a responsabilidade de organizar o intercâmbio deles.

  • Você conseguiu aproveitar bem a cidade ou você só ficou entre escola e família? Em outras palavras, você aproveitou para conhecer a Califórnia?

Com certeza! O meu dia-a-dia era muito bem preenchido: High School pela manhã, treino de baseball na parte da tarde, volley ou academia à noite (muitas vezes com a família americana). Além disso, a minha família americana tinha por hábito e por lazer viajar nos fins de semana, o que me proporcionou conhecer vários lugares, como Palm Springs, Laguna Beach, Marina Del Rey, Los Angeles e adjacências, San Francisco e a Bay Area, a Highway 1 (Big Sur Coast), Mountain High (onde tem uma estação de esqui), entre outros lugares.

A grande vantagem de Riverside é que fica a uma hora das montanhas, da praia e do deserto. Muitas vezes, durante o período de aulas e após o treino de baseball, era possível esquiar nas montanhas perto de Riverside, pois as pistas eram iluminadas artificialmente até tarde da noite.

  • Alguma coisa que queira dizer para quem está pensando em fazer intercâmbio?

Para quem está pensando em fazer intercâmbio, posso dizer que é uma experiência imperdível, tanto pela experiência de vida, que permite expandir horizontes, conhecer outra cultura, como para descobrir mais sobre outras culturas e, por incrível que pareça, até mesmo sobre o Brasil.

Outra dica é mergulhar na cultura americana e evitar ao máximo o contato com brasileiros, porque faz uma diferença enorme para melhorar o inglês e voltar fluente.

 

O ICCE, com experiência em Intercâmbio Cultural desde 1978, trata de todos os detalhes da viagem para que o aluno tenha a melhor experiência possível e para que a família tenha toda a tranquilidade necessária para a viagem dos filhos. O nosso longo histórico profissional revela que para a grande maioria dos intercambistas a transformação é tão positiva que frequentemente eles voltam dizendo que foi a melhor experiência da vida deles.

Para saber sobre o programa de Intercâmbio Cultural, fale agora com o ICCE!