O Jorge passou três semanas na Cidade do Cabo, na África do Sul, estudando inglês e morando em casa de família hospedeira, e conta para a gente um pouco da experiência que teve

Ele já tinha mandado as duas filhas para o exterior com o ICCE e agora foi a vez dele! Veja quais foram os altos e baixos da viagem dele e as dicas para quem tem mais de 50 anos e pretende fazer um curso fora.

Como foram a chegada e a adaptação em geral, por exemplo em relação à acomodação e à escola?

A minha “homestay family” deve ser a mais antiga família que hospeda na Cidade do Cabo. Eles já hospedam há 12 anos, desde que os filhos deles eram pequenos. Para melhorar, a Carol, a “host mother” adora hospedar brasileiros, então, quando eu cheguei, tive uma recepção com direito a placa de boas vindas e almoço com a família inteira. Já faz parte da rotina da família ter estudantes hospedados na casa e eles foram tão legais que ficamos amigos e até hoje nos falamos. Então o melhor dessa história toda foi a família que eu fiquei.

Na escola, as pessoas foram extremamente simpáticas, gentis, atenciosas, e a qualquer coisa era só recorrer aos funcionários da escola que eles eram super prestativos.

Você teve dificuldades ao longo da viagem? Pode contar um pouco?

As minhas dificuldades foram quanto ao idioma, por várias razões. Primeiro porque eu não sabia que o inglês da África do Sul é dos mais difíceis, então, para quem fez inglês britânico ou americano, demora um pouco até se acostumar. Eu levei nove a 10 dias para começar a entender tudo perfeitamente.  

Eu tive todo o apoio da família hospedeira que falava devagar para que eu conseguisse me acostumar logo com o sotaque.

A minha outra dificuldade quanto ao curso em si foi que quando eu fui para lá eu me baseei em premissas erradas, totalmente equivocadas e românticas. Por quê? Porque eu era um adolescente com 40 anos de atraso realizando seu sonho. Eu fui para lá achando que ia aprender como quando era adolescente. Quando eu tinha 13 anos, fui em uma excursão da escola para Buenos Aires e Bariloche sozinho com a escola e em 15 dias passei a me comunicar perfeitamente em espanhol, o que foi a minha base para hoje eu falar espanhol.

Qual foi a premissa errada? Eu me dei conta de que eu não ia em três semanas atingir o meu objetivo que era sair dali pensando em inglês. Quando eu vi que eu tinha me baseado em premissas erradas eu resolvi não exigir tanto de mim e aproveitar o que eu pudesse. Aí as coisas começaram a fluir para mim.

Por não ser um curso específico para pessoa de mais idade, senti ter ficado de fora dos grupos. Não dentro de sala de aula, não pelos professores, pelo contrário, me achavam uma figura e eu era o “uncle Jorge”.

Sobre os passeios que você fez quando estava na Cidade do Cabo, Você pode contar um pouco? Você visitou outras cidades além da Cidade do Cabo? Qual foi a sua impressão geral da África do Sul?

Olha, eu visitei Stellenbosch e as vinícolas e fui fazer um safári em uma reserva particular depois da cidade de Ceres, que é uma cidade a 200 e poucos quilômetros a norte da Cidade do Cabo. Uma cidade que funciona muito em função das fazendas que lá existem.  

A Cidade do Cabo é muito especial e parece um Rio de Janeiro que deu certo. As pessoas são mais descoladas, na forma de vestir, no comportamento. Você se identifica a todo momento; uma hora parece que estou em São Conrado, ou na floresta da Tijuca,  outra hora parece que eu estou no Grumari, agora parece que estou passando pela Niemeyer. Então vocês se identifica o tempo inteiro, só que em vez de ser o Pão de Açúcar é a Table Mountain!

É uma cidade belíssima, com um povo muito agradável, mas é com certeza um contraste com as outras cidades. A cidade de Stellenbosch é uma cidade que vive das vinícolas e do turismo.

E qual foi a sua impressão geral da África do Sul?

Ah, muito boa! Tão boa que eu já programei que se eu abandonar este país em 2018, e 2017 vai ser decisivo para eu tomar essa decisão, dois meses do ano eu vou passar na áfrica do sul.

Mas nesse país louco eu não vou ficar, porque a sensação que eu tive foi a de que eu sair de um país e voltei pra outro muito pior, em que se perdeu o senso para tudo e onde todo mundo perdeu o descaramento. A gente está vivendo uma época que eu nem sei classificar. Eu tive muita dificuldade de me adaptar aqui na volta.

[O choque cultural foi pior? [risos]]

[risos] Eu liguei para a minha mãe [da família hospedeira], “Mommy Carol! Está acontecendo isso!” e Mommy Carol dando um apoio emocional para mim: “ah, vem para cá, sai daí, Mommy Carol te recebe! Sai daí e vem pra África do Sul!”

E quais foram os benefícios reais que o curso trouxe para você (pessoalmente e profissionalmente)?

Bom, profissionalmente, se eu estivesse melhor no inglês eu teria aproveitado melhor para aprender com os adolescentes da minha casa e outros que conheci da casa do meu amigo. Eu tinha dito que queria ir para uma casa de adolescentes justamente por ser minha área de interesse profissional. É lógico que eu mais uma vez vi que adolescente é tudo igual em qualquer lugar e só muda o exterior, a língua, a casa, o endereço… a roupagem talvez, mas é tudo igual, tudo a mesma coisa. As dificuldades dos pais com eles são as mesmas.

Mas em relação à parte cultural, a me informar, eu aproveitei muito. Houve coisas que eu aprendi e que me fizeram mudar em alguns aspectos e me fizeram repensar…

A outra coisa foi a disciplina inglesa. Os horários eram respeitados, para acordar, café da manhã, hora do jantar, hora de dormir. O sul-africano acorda muito cedo porque eles são amantes de esporte, desde o chauffeur de táxi até o professor, então todos fazem esporte e acordam cedo para caminhar, correr, fazer biking… eles acordam e dormem muito cedo. É uma cidade que funciona assim.

É tudo muito regrado. As ruas são limpas. Você passa na faixa e os carros param. Toda uma coisa que aqui acho que vai levar uns 500 anos até a gente ter.  

Eu adorei a África do Sul e quando eu subi a Table Mountain eu resolvi que vou voltar a esse lugar no mínimo mais uma vez se não for um lugar aonde eu irei com frequência.

Foi importante para você que o programa fosse feito através do ICCE? O que você pode dizer sobre o ICCE e os nossos serviços?  Você recomendaria o ICCE para outras pessoas?

Quando eu mandei a minha primeira filha há 15 anos, eu peguei 15 escolas e um ano antes eu comecei a ver os sites, ver os preços, ler depoimentos, aí, quando chegou o momento de escolher, eu tinha cinco escolas selecionadas, entre elas o ICCE, que foi a que eu escolhi, e gostei, tanto que quando foi a vez da minha segunda filha eu nem pensei, foi pelo ICCE. A minha segunda filha fez ela mesma a busca e depois ela mesma disse: “é, pai, eu vou escolher mesmo o ICCE”, mas eu estive com ela em outras agências.

Já quanto às escolas, realmente há um choque de idade, de vigor, de interesses, de cultura, ou seja, não é só o aspecto do curso. Não sei se o ideal é que haja turma para a meia idade. Talvez não, mas a parte fora da sala de aula eu repito que é importante a escola estar atenta e ter coisas a oferecer para pessoas mais sênior. Ter uma atenção, ter o que oferecer, senão a pessoa sofre realmente uma não inclusão. É a mesma coisa que aqui entre os jovens.

Tem algum conselho em relação aos cursos ou à viagem para quem seguir o mesmo percurso? Alguma coisa que você teria feito diferente?  

Ah, quero orientar assim, principalmente para quem não é jovem: se você não é jovem e não tem um bom nível de inglês, eu diria, do intermediário para cima, quase avançado, não queria fazer apenas um mês de curso.

Se o seu objetivo for realmente sair com mais proficiência em inglês, pelos seus interesses acadêmicos ou profissionais, como era o caso do meu amigo Marcos [que foi para a mesma escola de inglês], que queria sair da área privada para fazer consultoria, então não faça menos de três meses de curso. Faça o que você tem direito pelo passaporte, sem problemas, sem vistos.

É um investimento que vale a pena por tudo, pelo cultural, pelo que você avança no inglês, porque você sempre avança sim, principalmente porque você fixa os aprendizados com vivências emocionais, com histórias, com lembranças, então você não esquece mais aquilo. Você vai voltar como eu, que a minha frase número 1 agora é “take your time”, ainda faço questão de falar o time bem devagar! Isso é uma maravilha.

Já os jovens, eu não tenho mais tanta preocupação porque o inglês não é assim tão absoluto não. A viagem, o conhecer, o namorar, enfim, para os jovens o inglês é um meio. Mas para eles também é muito importante porque para eles dá um crescimento muito grande.

Para a pessoa de mais idade não, não vá por um mês só porque você não vai aproveitar tanto assim, a não ser que você tenha um ótimo nível de inglês.


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